[642 coisas] No fim, ela é sim meu reflexo. 

  

Ela não lidava muito bem com as palavras pessoalmente, não sabia o que falar, certos assuntos precisam de muito pensamento para não se falar bobagem. Mas com palavras escritas ela se dava muito bem. 

Seu cabelo era curto, mas não tão curto, batia no ombro, e tinha uns cachos definidos e bonitos. Ela tinha uma beleza natural, não gostava de usar maquiagem nem nada do tipo, achava que se uma pessoa tem que te conhecer, que te conheça do jeito que você é, e não com um quilo de pó, base, e tudo o mais relacionado a maquiagem no rosto. 

Seus olhos, castanhos, não pareciam felizes mas não pareciam tristes. Pareciam ter saído de uma desilusão amorosa a pouco tempo, ou ter tido uma perda a pouco tempo, ou qualquer outra coisa que a deixe triste. Talvez mas de uma coisa. 

Gostava de passar um tempo sozinha, pensando, escrevendo, lendo, aprendendo. Na verdade achava que o silêncio tinha mais palavras e sentimentos do que em um festival, onde as pessoas não paravam de falar, amar, chorar, gritar, pular, cantar e se divertir. O silêncio falava muitas coisas e transmitia muitos sentimentos, porém, muitas pessoas não eram capaz de conseguir ouvir isso. 

Sua roupa falava muita coisa, como ela tinha mudado pelo tempo. Antes, seus vestidos falavam o quanto eram ingênua, hoje em dia, sua saia rodada e colorida fala o quanto é feliz. Ou o quanto tentava ser feliz. Seu corpo, ou sua falta de corpo a deixava bonita. Sua cintura era fina, suas coxas não eram grandes, nem pequenas, eram um tamanho bom, mas não pra ela, que queria somente um pouco mais de coxa, porém, era feliz com sua cintura. Nunca tinha feito nada de dieta, mas tinha a cintura do sonho de muitas meninas, e a cintura que a deixava feliz. O sorriso era reto, mas não dizia que já tinha usado aparelho. Teu sorriso transmitia paz para muitos, alegria, felicidade. Sua pele, morena. 

Não usava muitos acessórios, mas não tirava o anel de coco da mão, o anel que demonstrava que amava seu ídolo, Luan Santana, e que aconteça o que acontecer, ele sempre estaria com ela, e ela sempre estaria com ele. E quanta coisa já aconteceu pra ela simplesmente jogar o anel fora e falar que não amava mais ele, que ele não servia pra nada. Mas não, ela amava ele, e ele a fazia muito bem. Seu pescoço as vezes possuía uma gargantilha, mas nunca um colar. O fone de ouvido quase não saia do seu ouvido. Parecia que as musicas transmitiam o que ela precisava ouvir. 

Gostava de passar um tempo com a família e amigos. Valorizava muito cada um deles. Não é muito simpática com pessoas que não são simpáticas com ela, mas se você conhece ela melhor, consegue ver que ela só precisa de amor e carinho. Sorrisos as vezes saem do seu rosto por questões bobas. 

Era forte, pois as coisas que já aconteceram com ela a obrigaram a ser forte, a crescer e a amadurecer. Às vezes pra ela é difícil passar por momentos difíceis, são quando nenhuma amiga entende o que você passa, quando você não sente confiança em contar praticamente nada pra sua família, quando tudo que acontece é ruim. Mas ela consegue. Nem ela sabe de onde consegue encontrar forças para seguir. Talvez seja no silêncio. Ou nas músicas. Ou nos livros. Ou talvez até nos sonhos. Como ela iria explicar alguma coisa que não tinha ideia de como fazia ? Ela se dava bem em escrever e fazer coisas manuais. Não importa quanto tempo ela precisasse para fazer o que queria. Se tivesse o que precisasse, tempo, e silêncio, ela se jogava e dava o seu melhor. No amor não tinha tanta sorte, não até agora. Mas tinha o melhor amor que podia, o da sua família e dos amigos, mesmo as vezes sentindo falta de um amor, ou da amizade de algum menino, se sentia bem. 

Ela se perdia nas palavras, mas se perdia de um jeito bom, de um jeito que a fazia se encontrar. Pode parecer estranho se perder em um lugar e se encontrar, mas não é. Não para quem entende. Ela as vezes era vingativa, mas nem sempre era. Suas atitudes as vezes machucavam mais do que o que ela tinha sido machucada. Isso por uma lado é bom. 

Mas no fim, ela se parece comigo. Talvez ela seja um tipo de reflexo. Me vejo nela. Talvez seja isso. Somente sei que ela ainda tem muito o que viver, experimentar e aproveitar. E espero fazer parte disso. Ela era forte, ao menos pra mim, e eu me inspirava nisso pra continuar. Sou o reflexo dela. Você é de alguém. 

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